domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pequena Dri fala de Dri pequena.


Por muito que eu quisesse lutar (e realmente a princípio não queria), as lágrimas apareceram muito rapidamente!

Contaste-me que, quando eu tinha apenas um aninho, estiveste no hospital. Tiveste um pequeno problema, e tinhas a cabeça com uma ligadura branca. Quando te fui visitar, com a mãe e com o tio, fiquei meia escondida atrás da mãe, e receosa, porque me parecias estranho, diferente. Passei assim, esquisita, a visita toda. Na hora de me vir embora, eu, bem pequena, segui pelo corredor, atrás da mãe e do tio, mas sempre a olhar para trás, e a ver-te ficar. E talvez, a pensar “é o meu pai que está ali… e não vem connosco”. Segui, mas não resisti, e voltei para trás, como numa cena de um filme, cheguei até ti, abracei-te, ri-me contigo, e depois sim, consegui ir-me embora, já mais animada, porque tinha tido algum contacto contigo.

Eu nunca me lembraria desta história, mas tu contaste-ma já por duas vezes, e nas duas eu não resisti, ao imaginar-me criança, a correr para ti, com aquele sorriso, a abraçar-te, e apenas com um ano, não resisti a chorar. Ou pelo menos a soltar poucas lágrimas de felicidade.
Arrisquei, és meu pai, e corri para ti. :’)

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